Manchester United abre mão de protagonismo, Cunha ‘paga preço’ e nem assim consegue vencer

O Manchester United chegou ao seu sexto jogo sem vencer na temporada neste domingo (18). No Clássico das Rosas com o Leeds, ficou no 1 a 1 no Elland Road, neste domingo, pela sétima rodada da Premier League. O brasileiro Matheus Cunha, novamente, pagou o preço pelas mudanças táticas de Michael Carrick e começou como reserva pela segunda partida consecutiva.

A saída do atacante é uma das decisões tomadas por Michael Carrick que ilustram a postura reativa mesmo contra um adversário inferior — apesar da grande campanha, com apenas uma derrota. O visitante saiu na frente, com Youri Tielemans cruzando na medida para Bryan Mbeumo abrir o placar aos 34 minutos do clássico.

No começo do segundo tempo, porém, os Whites empataram com Dominic Calvert-Lewin após escanteio desviado por Tarik Muharemovic. O United, mesmo abrindo mão do protagonismo do jogo, não foi capaz de vencer.

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Manchester United dá a bola para o Leeds

Apesar de jogar contra um time que, até o começo da rodada, tinha a quinta menor posse de bola da liga inglesa (44,5%), a equipe de Carrick optou por ser reativa e fechar uma linha de cinco com a recomposição de Amad Diallo pelo lado direito.

Isso sequer foi condicionado pelo placar ter sido aberto cedo, pouco depois de meia hora. O Manchester United já veio com essa postura desde o começo e não abriu mão nem quando o Leeds empatou o jogo.

O elenco do United realmente tem características para atuar no jogo direto, vertical, pela qualidade no passe de Bruno Fernandes, Tielemans e outros, e a velocidade de Diallo e Mbeumo. A estratégia já foi usada antes — em outros contextos — e deu certo. Dessa vez, não se criou uma grande chance a partir de contra-ataques ou transições rápidas.

Essa postura também faz mais sentido em jogos grandes, principalmente contra os rivais do Big Six, não frente ao modesto Leeds, que só teve mais a bola em um jogo nesta Premier League, empate em 0 a 0 com o Crystal Palace. O time de Daniel Farke ainda pressionou nos minutos finais e poderia ter saído com a vitória. Um exemplo da boa campanha, em sétimo na tabela com apenas um revés para o vice-líder Arsenal.

Carrick, por outro lado, fica cada vez mais pressionado. Matheus Cunha, autor de gol e assistência em seus dois jogos até virar reserva, entrou apenas aos 35 minutos do segundo tempo nas duas últimas partidas.

Leeds tem dificuldades com ‘retranca' do United no 1º tempo

O Leeds lutou para ter chances claras. Só conseguiu realmente na bola aérea: em falta na área, Nico Elvedi, aos 25 minutos do primeiro tempo, subiu mais do que todo mundo e testou para o chão. A bola quicou e exigiu defesaça de Senne Lammens.

Foi a primeira grande chance do jogo. Na sequência, Tielemans respondeu. O belga, novamente aparecendo pela direita, cruzou na medida e Mbeumo, mesmo sozinho na área, cabeceou para fora. Aos 34, se redimiu e abriu o placar.

Na reta final, em especial com a dobradinha Jayden Bogle e James Justin na direita, os Whites pressionaram, mas, novamente, não conseguiram infiltrar na área com qualidade.

Jogadores do Manchester United celebram gol sobre o LeedsJogadores do Manchester United celebram gol sobre o Leeds (Foto: IMAGO / Sportimage)

Red Devils criam pouco

A etapa final, mesmo com gol cedo, não teve uma mudança tão expressiva do cenário da partida. O United até saiu mais para o ataque, mas, mesmo finalizando oito vezes, sequer obrigou alguma grande defesa de James Trafford.

O Leeds continuou tendo mais a bola — e com a mesma dificuldade de infiltrar. Só no final, com tentativas seguidas de Lucas Nmecha e Anton Stach, que quase terminaram com a virada. Sorte da defesa do United que tirou as chances pelo alto e segurou o ponto.

FONTE/CRÉDITOS: Carlos Vinicius Amorim